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Sagrado Coração: a estação ferroviária que impulsionou o crescimento de Jandira

Antes de se consolidar como cidade, Jandira teve seu desenvolvimento diretamente ligado à ferrovia. Entre os marcos mais importantes dessa trajetória está a Estação Sagrado Coração, que deu origem a um dos bairros mais tradicionais do município e desempenhou papel fundamental na ocupação urbana e no crescimento econômico da região.

A estação foi instalada no início do século XX, período em que a expansão ferroviária era essencial para o transporte de pessoas, mercadorias e matérias-primas no interior paulista. Na época, a ferrovia não era apenas um meio de transporte, mas um verdadeiro eixo de desenvolvimento social e econômico.

O nascimento do bairro Sagrado Coração

Com a chegada da estação, trabalhadores ferroviários, comerciantes e famílias passaram a se fixar no entorno, dando origem ao bairro Sagrado Coração. Pequenos comércios, armazéns, pensões e serviços começaram a surgir para atender passageiros e moradores, criando um núcleo urbano que impulsionou a formação da cidade.

O bairro cresceu a partir dessa dinâmica, tornando-se um dos primeiros pontos de organização comunitária em Jandira, com forte identidade cultural e social.

Memória, identidade e pertencimento

Mais do que uma estrutura física, a estação representa memória afetiva para gerações de moradores. Muitos relatos locais destacam o som dos trens, o movimento diário de passageiros e a convivência entre vizinhos como elementos marcantes da vida no bairro.

Preservar e contar essa história é fundamental para fortalecer o sentimento de pertencimento e valorizar a identidade cultural da cidade.

Do passado ao presente

Com o passar dos anos, Jandira se modernizou, expandiu sua malha urbana e diversificou sua economia. Ainda assim, o legado da Estação Sagrado Coração permanece como símbolo de um período decisivo, quando a ferrovia foi o principal vetor de crescimento do município.

Hoje, ao olhar para o futuro, resgatar essa história ajuda a compreender como o trabalho, a mobilidade e a infraestrutura moldaram a cidade que Jandira se tornou.

A Estação Sagrado Coração é parte viva da história de Jandira. Sua importância vai além dos trilhos: ela ajudou a formar bairros, gerar empregos, conectar pessoas e construir as bases do desenvolvimento urbano. Valorizar essa memória é reconhecer o caminho percorrido e preservar a identidade local para as próximas gerações.

Linha do Tempo

📍 Anos 1950 — Surgimento da Parada Ferroviária

✔ A estação começou como parada no Quilômetro 33, criada pela Estrada de Ferro Sorocabana.
✔ Originalmente era conhecida como Parada Sagrado Coração de Jesus, nome inspirado em um monumento dedicado ao Sagrado Coração de Jesus existente no local.
✔ Esse ponto ferroviário foi o primeiro impulso para a formação de um núcleo urbano no entorno.


📍 1961 — Pedido de ampliação

✔ Com o crescimento da população e do uso da ferrovia, o deputado José Costa solicitou a ampliação da parada para melhor atender passageiros e fomentar o desenvolvimento local.


📍 Década de 1970-1980 — Estruturação do bairro

✔ O antigo ponto ferroviário atraiu trabalhadores, comerciantes e moradores para a região.
✔ O bairro em torno da estação passou a ser conhecido oficialmente como Jardim Sagrado Coração, formando um dos primeiros bairros organizados de Jandira.

✔ Em meio a isso, o retrato urbano da região acompanhava a transformação de um entorno rural para um espaço urbano com comércio e serviços básicos, integrado à ferrovia.


📍 20 de fevereiro de 1987 — Nova estação

✔ A antiga parada passa por reconstrução significativa e é inaugurada como Estação Sagrado Coração com estrutura projetada pelo arquiteto João Toscano.
✔ A obra foi construída com apoio de aço doado pela Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), revertendo dívidas de frete com a antiga Fepasa.
✔ A nova estação faz parte da Linha 8-Diamante — conectando Jandira com outras cidades da região e com a capital.


📍 1996 — Incorporação pela CPTM

✔ A estação passa a integrar formalmente a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), ampliando sua operação e uso para transporte metropolitano.


📍 2000-2005 — Transformações urbanas

✔ Nos anos 2000, áreas ao redor da estação sofreram ocupações irregulares por famílias sem teto.
✔ Por meio de negociações envolvendo CPTM, Igreja Católica e MST, a ocupação foi removida em novembro de 2005, com os moradores reassentados em um novo núcleo na cidade — a Comuna Urbana Dom Hélder Câmara, considerada um dos primeiros assentamentos urbanos do MST no país.


📍 2021-2022 — Concessão à ViaMobilidade

✔ Em abril de 2021, a operação da linha ferroviária foi concedida ao consórcio ViaMobilidade, integrado por empresas como a CCR e RUASinvest.
✔ A transferência de operação foi oficializada em 27 de janeiro de 2022, com a modernização e manutenção continuadas sob gestão privada.


📍 2025 — Melhorias de acessibilidade

✔ Em 2025, a ViaMobilidade entregou novos elevadores e melhorias de acessibilidade para usuários da estação Sagrado Coração, reforçando compromissos com maior conforto e mobilidade para todos.


A trajetória da Estação Sagrado Coração é um espelho da própria história de Jandira de ponto ferroviário modesto nos anos 1950, passando por transformações urbanas, até se tornar um polo de mobilidade e identidade local. A estação e o bairro que leva seu nome mostram como infraestrutura de transporte pode moldar e fortalecer comunidades ao longo das décadas.

POPULAÇÃO DE JANDIRA

O gráfico de barras representa o aumento da população de Jandira desde 1950 até 2022, destacando os percentuais de crescimento em cada período intercensitário.​

Dados:

AnoPopulação TotalCrescimento (%)
19501.475
19602.201
197012.499+467,9%
198036.043+188,4%
199162.697+74,0%
200091.807+46,4%
2010108.344+18,0%
2022118.045+9,0%

Observações:

  • O período entre 1960 e 1970 apresentou o maior crescimento percentual, refletindo um intenso processo de urbanização.
  • A partir de 1991, observa-se uma tendência de desaceleração no crescimento populacional, indicando uma possível estabilização demográfica.​

Fonte: Censos Demográficos do IBGE e Estimativas da Fundação SEADE.

JANDIRA: DA FERROVIA AO PROTAGONISMO URBANO

A história da formação de Jandira, município de 17,5 km² situado a oeste da capital paulista, é marcada por transformações que acompanham o desenvolvimento do transporte ferroviário e das demandas urbanas. Essa trajetória tem suas raízes na época em que a extinta Estrada de Ferro Sorocabana (EFS) — atualmente representada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) — serviu de palco para a chegada do imigrante italiano Henrique Sammartino. Em 11 de abril de 1912, ao comprar terras de Nicola Beneducci e Miguel Samarone, ele estabeleceu o chamado Sítio das Palmeiras, nome inspirado pelas imponentes palmeiras que adornavam a região.

A ferrovia, que revolucionava o transporte na época, foi responsável por impulsionar o crescimento do local. Em 1925, a inauguração de um posto de abastecimento de carvão no km 32 consolidou a presença da EFS, e em 20 de março de 1931, um posto telegráfico oficializou o embrião da pequena Vila Jandira, originalmente anexa ao município de Cotia. Esse marco inicial abriu caminho para a valorização territorial e o despertar do sentimento de autonomia, que se solidificou a partir da década de 1950.

Durante os anos cinquenta, Jandira foi elevada a distrito de Cotia, e a criação da União Pró-Jandira, em 25 de janeiro de 1951, impulsionou o movimento de emancipação. Em meio a debates e articulações políticas, o projeto de fusão com Barueri, amparado pela lei Quinquenal de 28 de abril de 1958, não interrompeu o anseio local por autonomia.

Em 8 de dezembro de 1963, após intensa mobilização, Jandira alcançou sua emancipação, decisão confirmada por plebiscito em 28 de fevereiro de 1964 e homologada pelo governador Adhemar de Barros. Pouco tempo depois, em 7 de março de 1965, Oswaldo Sammartino, filho do pioneiro Henrique, assumiu a prefeitura, dando início a uma nova era administrativa.

Paralelamente ao desenvolvimento político e administrativo, Jandira passou por profundas transformações sociais e educacionais. As primeiras escolas, modestas salas de aula rurais improvisadas em casas alugadas, davam lugar a instituições públicas que vieram a representar o despertar do setor educacional na cidade.

Em 1922, a “escolinha do km 32” funcionava em um casarão colonial, enquanto o Instituto José Manuel da Conceição, inaugurado em 8 de fevereiro de 1928, foi a primeira instituição de ensino oficial – que encerrou suas atividades em 1969. Nos anos 1930, com a criação da Escolinha Mista da parada Jandira, e nos anos 1950, com a instalação do Grupo Escolar Professor Vicente Themudo Lessa, a educação ganhou novo fôlego, culminando na ampliação da rede com a construção do Centro Educacional de Jandira, inaugurado em 1973.

Jandira, que teve seu primeiro distrito criado com o nome oficial em 24 de dezembro de 1948 e permaneceu subordinada a Cotia até seus anos finais, foi elevada à categoria de município pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964. Desde então, a cidade se desenvolveu, mantendo suas raízes históricas ao mesmo tempo em que se adaptava às demandas modernas, sempre em sintonia com seu crescimento populacional e infraestrutura urbana.

Hoje, Jandira é reconhecida não só por sua importância histórica ligada à ferrovia e à emancipação, mas também pelo constante processo de evolução que a transformou em um polo cultural e educacional. A cidade ilustra, em cada rua e escola, o testemunho de seu próprio desenvolvimento – um percurso que desde o tempo das palmeiras no sítio de Henrique Sammartino até a consolidação administrativa e educacional, revela a persistência e a adaptabilidade de seu povo.

Fontes: Prefeitura de Jandira (2015) e dados do IBGE.

TEATRO MUNICIPAL DE JANDIRA – LUIZ GONZAGA

Teatro Municipal de Jandira Luiz Gonzaga, foi inaugurado no dia 08 de Agosto de 1993, com a presença de Maria Edelzuita Rabelo, esposa do Eterno Rei do Baião Luiz Gonzaga.

É interessante ressaltar que esta foi a primeira homenagem póstuma feita ao Rei do Baião.

Luiz Gonzaga do Nascimento foi um compositor e cantor brasileiro. Também conhecido como o Rei do Baião, foi considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular brasileira, Nasceu em 13 de dezembro de 1912,  em EXU (Pernambuco) e faleceu 2 de agosto de 1989, Hospital Santa Joana Recife, Recife, Pernambuco

O teatro da cidade vem sendo o palco para diversos espetáculos tanto de artistas locais, quanto de personalidades a nível nacional e internacional.

Lá já aconteceram diversos festivais de música Sertaneja, popular, estudantil, teatro, poesia concursos Miss Jandira, Boneca do café, garota verão, dentre muitos eventos que marcaram seu tempo.

A capacidade atual do teatro : 307 Lugares.

Festival de Música & Arte de Jandira – Realizado em 2022
Galeria de Artes – Entrada do Teatro – Expo_KCHA – Foto: Colli

Novo Grafite na Lateral do Teatro – Julho/2024 – Foto: Colli

Fotos 360° do Teatro.

Foto da entrada/Recepção

Foto do palco/Plateia

Foto Frente Nova- Após Reforma 2023

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